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3 lições de liderança ensinadas pelo técnico do Flamengo

Quando, em 2009, Jorge Jesus assumiu o desafio de treinar o time português de futebol Benfica, o técnico disse o seguinte em sua primeira entrevista coletiva: “comigo, estes jogadores vão passar a jogar o dobro”. Promessa feita, promessa cumprida. Sob seu comando, o Benfica tornou-se mais competitivo, ganhou 10 títulos em seis anos, e ele fez história no clube. Uma década depois, o treinador se destaca novamente, desta vez no Brasil, e deixa lições valiosas sobre como gerir uma equipe.

Os dois recentes títulos conquistados pelo Flamengo (Taça Libertadores e Campeonato Brasileiro) consagram o desempenho de um time muito superior aos rivais e que ostenta uma série de quebra de recordes. Com números significativos registrados, a campanha do clube carioca chamou tanta atenção que ultrapassou as linhas do gramado e gerou discussões em outros campos. Afinal, quais os segredos para tornar um time tão competitivo e eficiente?

Lição número 1: Planejamento Jorge Jesus mudou o desenho tático do Flamengo, inspirando-se em outras equipes vencedoras, e cobrou postura intensa dos jogadores do início ao fim. No futebol, a consequência disso é um time ofensivo que pressiona o adversário. Nas empresas, a lição pode ser entendida como reestruturar o fluxo de trabalho para estimular comportamento mais ativo dos colaboradores. Usando dinamismo e versatilidade, é possível buscar as melhores alternativas para cada demanda após estudar, em detalhes, suas respectivas características.

Lição número 2: Intensidade No futebol, obter vantagem mínima de um gol pode significar a desaceleração do time interessado apenas em administrar o resultado. Não sob o comando do técnico português. Para Jorge Jesus, é preciso atacar o tempo todo, perseguindo o melhor desempenho possível e, consequentemente, evitando surpresas desagradáveis. Mesmo que isso resulte em uma goleada contra o rival, o objetivo é um só: vencer. No acirrado mundo corporativo é a mesma coisa: equipes intensas e focadas no objetivo do cliente, em todas as etapas do trabalho, entregam os melhores resultados e abocanham maior participação no mercado.

Lição número 3: Excelência “Não basta ganhar. É preciso dar espetáculo”. Esta é a filosofia que rege a gestão do técnico Jorge Jesus, que se traduz na busca pela excelência. A analogia com o ambiente corporativo não poderia ser mais fiel: equipes capazes de ir além do que se espera, agregando criatividade e originalidade no desempenho das tarefas, impressionam os clientes, passam a ser reconhecidas por isso, e colhem os merecidos frutos originados desse esforço.