• STATO

4 dicas para avaliar ofertas de emprego e tomar decisões conscientes

O momento é de apreensão na economia e de retração no mercado de trabalho, mas isso não significa ausência de oportunidades profissionais. Há inúmeras vagas em aberto, para diversas ocupações e segmentos, especialmente vinculadas a empresas de setores menos afetados pela crise, como tecnologia, varejo, farmacêutico, energia e telecomunicações.

Realizar a transição de carreira durante a pandemia é possível e você pode conferir o exemplo na prática. No webinar de hoje no STATO Play, às 18h, Luís Fernando Fonseca Dias, CEO da Politriz, empresa do ramo químico, conta os desafios de promover uma movimentação profissional em cargo de liderança em meio às incertezas que rondam o País nos últimos meses.

Tendo em vista a relevância do tema, neste conteúdo reunimos dicas que ajudam pessoas em transição de carreira a avaliar ofertas de emprego para tomar decisões coerentes e consistentes de acordo com suas expectativas. É um olhar otimista para o período que estamos atravessando, no qual as dificuldades existem, mas a busca por profissionais competentes não cessa.

Mude a mentalidade

A busca por um novo emprego é marcada por uma série de etapas, sendo a última fase, a de entrevistas, dividida em momentos específicos nos quais as expectativas precisam ser atendidas. Primeiramente, perfil e competências são validados no encontro presencial ou virtual. Havendo “match” com as necessidades da empresa, vem então a segunda fase, que é a oferta em si. Em ambas as situações, é importante ter em mente o estado de espírito em relação à oportunidade. Seja diante do recrutador ou do gestor da área, o candidato deve ter em mente que precisará escrever uma história do zero, independentemente do tempo de carreira. Conquistas passadas não garantem sucesso futuro. E isso implica demonstrar entusiasmo em todos os pontos de contato com a possível nova empregadora. Afinal, comprometimento é o que se espera dessa relação.

– Seja metódico

Todas as ofertas de emprego devem ser analisadas de maneira ampla e conectada a propósitos individuais. Por exemplo, quem persegue qualidade de vida, com equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, deve se questionar se a oferta apresentada atende a essa premissa antes de aceitá-la. Certamente a compensação financeira é um fator atraente, mas a falta de alinhamento e de autoconhecimento nessa análise pode comprometer a satisfação em relação ao novo desafio. Resumindo, a pergunta a se fazer é: o que me motiva a aceitar determinada oferta de trabalho?

Fit cultural

O processo de análise iniciado no tópico anterior está diretamente relacionado com o chamado fit cultural, que identifica se há alinhamento entre o perfil da empresa e o do candidato. A busca por respostas começa na internet, visitando site e redes sociais para conhecer Missão, Valores e Propósito da companhia. Conhecer o discurso e as práticas da empresa é importante. Algumas perguntas centrais devem ser feitas nesta etapa: eu seria feliz trabalhando aqui? Seria devidamente desafiado? Teria condições reais de crescer na organização?

Salário

Por último, mas não menos importante, vem a decisão sobre o salário. Neste ponto, a reflexão pode se direcionar para duas frentes: a primeira delas é, obviamente, avaliar se a oferta está dentro do que o candidato considera suficiente para “sobreviver” e pagar as contas, e a outra é comparar a compensação com o que se pratica no mercado local. O pacote financeiro oferecido (salário e benefícios) está alinhado com competências e tempo de experiência exigidos em outras oportunidades? Esta análise é fundamental para evitar distorções e garantir margem para negociações.

Via: HBR