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5 erros na carreira que não dá mais para cometer

A trajetória profissional não acontece por acaso; ela é a consequência de uma série de decisões tomadas durante anos que resultam em conquistas e também fracassos. Construir uma carreira sólida e bem-sucedida depende da coerência das ações no longo prazo, tendo o planejamento como motor principal.

Ao contrário do que era no passado, o plano de carreira baseado em empregos “vitalícios”, com longa permanência em uma mesma organização, já não se sustenta mais. Hoje em dia, as relações entre empresas e colaboradores são mais flexíveis e sugerem cuidados específicos com os movimentos profissionais.

Abaixo, você confere uma lista de erros que não devem mais ser cometidos por quem se encontra em transição de carreira ou está empregado, mas de olho em novas oportunidades. Seja qual for o seu perfil, estas dicas são relevantes para manter-se competitivo no mercado de trabalho.

1 – Ignorar o autoconhecimento O conceito de autogestão da carreira ganhou força nos últimos anos porque atende às expectativas do trabalho no cenário atual. À medida que novas formas de colaboração vão surgindo, com aumento de ofertas intermitentes e pontuais, é importante que os profissionais identifiquem suas principais competências e saibam oferecê-las em seus setores de atuação. Conhecer os pontos fortes e refiná-los a ponto de responder às demandas organizacionais são movimentos estratégicos que contam pontos valiosos na busca por espaço. O mesmo vale para a perspectiva do mercado digital: em vez de mudar radicalmente a carreira para segmentos de tecnologia que estão em alta, priorize aplicar suas habilidades à área em que já está inserido(a), fazendo a leitura correta das necessidades do mercado para aumentar suas chances de êxito.

2 – Culpabilizar a empresa Quando os resultados no trabalho não aparecem e as cobranças por desempenho aumentam, um dos movimentos mais comuns é culpar o empregador pela falta de oportunidades. Antes de assumir esta versão da história, cuidado: é recomendável que o profissional reflita qual é o seu papel nesse processo para entender se ele não está se eximindo das responsabilidades. O caminho para promoções dentro das empresas deve ser trilhado pouco a pouco, com esforço, paciência e, principalmente, demonstração de bons indicadores. Portanto, transferir a responsabilidade da estagnação profissional para a organização pode apenas maquiar a urgência da busca por evolução. Diante do primeiro sinal de dificuldade, é indicado procurar ajuda especializada rumo à transição de carreira.

3 – Morar na zona de conforto Como diz o CEO da STATO, Rubens Prata, “os perigos da zona de conforto, em geral, não são percebidos no dia a dia” porque indicam que tudo está indo bem. Mas, esta é uma falsa sensação de conforto. Isso porque em um mundo com mudanças tão rápidas quanto decisivas, ficar estagnado é um convite ao desemprego. Por isso, duas palavras mágicas são indispensáveis a todos os profissionais, não importa o nível ou segmento: evolução e aprendizado. Estudar a fundo a área de atuação, aprimorando habilidades técnicas e comportamentais – e entender as transformações em curso são vantagens competitivas relevantes hoje em dia. Aliando esta capacidade a uma boa dose de aprendizado, o resultado provavelmente será positivo.

4 – Não ter plano B O principal sintoma atrelado à zona de conforto é a apatia. Abrir mão do plano B indica expectativa de estabilidade profissional, o que pode ser perigoso em uma realidade  de eficiência operacional por parte das empresas, com margens de lucro apertadas, e demandas de trabalho flexíveis. Da noite para o dia, o emprego que parecia estável pode desaparecer, e caberá ao colaborador reagir rapidamente para estancar eventuais perdas – inclusive de ordem financeira. Administrar a trajetória profissional contando com apenas uma possibilidade é um erro que pode custar caro. Aos colaboradores que se encontram nesta situação, é altamente recomendável refletir sobre formas secundárias de cooperação para minimizar os impactos de uma dispensa do plano A.

5 – Esquecer do networking A busca pelo famoso “QI” (Quem Indica) é uma demanda antiga de profissionais em transição de carreira. Porém, o que poucos comentam é a necessidade de cuidar da rede relacionamentos para viabilizar essas indicações. Manter contato com ex-colegas de trabalho e pessoas relevantes na área de atuação deve ser uma prática corriqueira e não apenas pontual, quando lhe convém. O colaborador que se mantém bem relacionado durante toda a jornada profissional aumenta exponencialmente as oportunidades de recolocação. Como diz o ditado, “quem não é visto não é lembrado”. Neste sentido, vá além das conexões digitais e proponha encontros presenciais, incluindo cafés e almoços, para estreitar o vínculo com a sua rede de contatos.