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Autoconhecimento e coerência: os pilares da transição de carreira

Ganhar bem, ser reconhecido e sentir-se realizado. O roteiro criado para ser sinônimo de felicidade na carreira não necessariamente reflete as ambições da geração atual. Com a flexibilização do mercado de trabalho e novos campos gerados pela popularização da tecnologia, o exercício de pensar o ofício ganhou ares mais arrojados e permissivos – o que é bom para quem pretende arriscar novos afazeres.

Segundo Regina Dorriguello, diretora Executiva da STATO, “a carreira é líquida e não é preciso nascer, viver e morrer fazendo as mesmas coisas”. Por isso, deparar-se com a insatisfação no trabalho não deve ser encarado como algo ruim desde que ela seja conduzida da maneira correta. O profissional que adquire consciência sobre o interesse de mudar de área deve começar pelo básico: questionar-se o porquê da guinada e, mais importante, de que forma este movimento estará alinhado com o seu propósito de vida.

O caminho para chegar a respostas esclarecedoras começa pelo autoconhecimento. Só depois de compreender seus pontos fortes, habilidades e competências conquistadas ao longo da carreira atual – e que sejam consideradas relevantes no mercado de trabalho desejado – será possível ter uma visão clara para aonde ir. Neste processo, é fundamental avaliar os possíveis cenários com cuidado e fazer análises assertivas sobre os próximos passos.

Todo movimento profissional é válido desde que haja coerência. Transições de carreira realizadas entre áreas correlatas têm mais chance de dar certo devido ao melhor aproveitamento das competências adquiridas. Um profissional formado em Jornalismo naturalmente terá mais facilidade em atuar em segmentos relacionados, como Publicidade e Propaganda, por já compreender a natureza do trabalho. Em caso de mudanças mais radicais, da Psicologia para a Engenharia, por exemplo, é importante que elas sejam feitas de forma coordenada, amparadas por cursos profissionalizantes e na aquisição de conhecimento sobre o setor de interesse.

O período de transição de carreira deve ser considerado um momento de estudo e de aprendizado, o que inclui investimentos de naturezas variadas. É recomendável preparar uma reserva financeira para patrocinar este movimento, assim como reservar tempo para conseguir absorver as capacidades técnicas necessárias, apostando em cursos específicos e eventos de networking. Também deve-se considerar a ajuda de uma empresa especializada no suporte e no planejamento desta nova trajetória profissional, contando com o auxílio de profissionais capacitados e alinhados com as exigências do mercado de trabalho. Autoconhecimento, coerência e planejamento: uma transição de carreira bem-sucedida passa necessariamente por estes três pilares.