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Como será o futuro do trabalho para nossos filhos?

Na edição anterior do RADAR STATO, exploramos o fim do plano de carreira como o conhecemos e trouxemos à tona a realidade fluída do mercado de trabalho, com relacionamentos mais curtos e flexíveis. Desta vez, ampliamos o espectro e convidamos você a fazer uma reflexão mais ampla sobre o futuro do trabalho.

As empresas convivem atualmente com uma série de desafios, que vão desde a gestão de ambientes multigeracionais à dificuldade de reter talentos em um momento de forte concorrência com startups e seus benefícios de estilos de vida. As mudanças na forma de comandar uma organização estão em curso e indicam o caminho do que esperar da força de trabalho nas próximas décadas.

A primeira aposta para o ambiente de trabalho do futuro, onde os nossos filhos irão atuar, é a flexibilidade – tanto do ponto de vista dos negócios quanto dos colaboradores. Espera-se que as empresas diversifiquem cada vez mais seus modelos de atuação, terceirizando funções e recorrendo à tecnologia para tarefas com pouca intervenção humana. Em muitos casos, não vale a pena manter estrutura fixa voltada a mercados que se alteram rapidamente.

Para os colaboradores, as mudanças deverão ser significativas. O relatório do Fórum Econômico Mundial de 2018 apontou o rápido aumento do índice de automação adotada pelas empresas. Em 2025, máquinas deverão ser responsáveis por 52% da divisão de trabalho por horas gastas. Caberá, portanto, aos profissionais desenvolverem novas habilidades para suprir a demanda do mercado de trabalho.

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, os empregos em ascensão são aqueles ligados ao pensamento analítico, à inovação, ao aprendizado de novos conhecimentos e a áreas especificamente relacionadas com tecnologia. Por outro lado, prevê o relatório, haverá grande demanda por profissionais capazes de usar a criatividade e originalidade a fim de desenvolver projetos e demonstrar inteligência emocional para lidar com conflitos no dia a dia.

O modelo de trabalho tradicional, em que os colaboradores se deslocam de suas casas para as empresas onde atuam, permanecem lá por oito horas e retornam para suas residências está em profunda transformação. A conclusão que se pode tirar desta reflexão é que as formas de trabalho caminham para ser flexíveis, colaborativas, temporárias, e, em muitos casos, mais externas do que internas. Quais são as suas apostas para o futuro do trabalho?