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Conheça escolas inovadoras alinhadas com o mercado de trabalho

Na Inglaterra, crianças de dois a cinco anos não precisam frequentar escolas tradicionais. A sala de aula da creche Into the Woods é no parque, ao ar livre, sem paredes. Em Portugal, a Escola da Ponte também não tem salas de aulas e decidiu abrir mão de disciplinas e horários – as provas são solicitadas pelos próprios alunos quando eles quiserem. Já em Nova York, a escola pública Quest to Learn é a primeira no mundo a basear o ensino 100% em jogos.

Novos modelos de ensino podem ser encontrados em várias partes do mundo, inclusive aqui no Brasil. O Instituto Federal do Paraná (IFPR) Jacarezinho funciona à base da “criatividade docente”, que dá autonomia e protagonismo aos estudantes. Em vez de aulas, encontros planejados de acordo com o interesse e aptidão do aluno. Os formatos são variados: exposições de temas, debates, dinâmicas, ensino por projetos, entre outras opções.

O Instituto Pandavas, localizado em Monteiro Lobato (SP), também se destaca pela criatividade nas formas de ensino. Seu objetivo é contribuir para a formação de “cidadãos conscientes” a partir de metodologias que possibilitam o “protagonismo do estudante como participante ativo em redes sociais e comunitárias onde interagem, colaboram, debatem e produzem novos conhecimentos”.

Em São José do Rio Preto (SP), a Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Iêda de Seixas Souza baseia o ensino em conceitos de gestão democrática, com jogos e atividades que estimulam o trabalho em grupo e incentivam valores positivos como senso de justiça, respeito e solidariedade. O professor é apoiado a conectar práticas curriculares a conceitos transformadores de aprendizagem.

Esses são apenas alguns exemplos de iniciativas que visam transformar o ensino e que estão intimamente ligadas com as demandas do mercado de trabalho. Alunos formados com boas noções de coletividade se transformam em profissionais melhor preparados para lidar com outras pessoas, priorizando o diálogo e respeitando outras perspectivas. Esta é uma das características mais cobiças atualmente no mercado de trabalho.

O avanço nas formas de aprendizado é impulsionado ainda pelo acesso à tecnologia, como vimos na edição anterior do RADAR STATO com um conteúdo sobre educação digital. O MEC – Ministério da Educação – tenta acompanhar a evolução com um programa chamado “Rede Escola Digital”. Ele é formado por estados e municípios que querem tornar o uso de recursos digitais cada vez mais real em salas de aula, disponibilizando materiais e discutindo o papel do professor no uso das tecnologias.