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Mudar para exterior ou recolocação profissional?

Em 2018, 22,4 mil pessoas entregaram a declaração de saída definitiva do Brasil para morar em outros países, com destaque para Japão e Canadá. Um dos principais motivos que explicam essa migração é o interesse de trabalhar no exterior, motivado por oportunidades generosas oferecidas em áreas aquecidas, como a financeira e a de TI. Para muita gente, a dúvida que se coloca é: vale a pena mudar para o exterior em vez de tentar a recolocação profissional por aqui?

Antes de avaliar qual caminho seguir, é necessário primeiro entender os motivos para deixar o país. Mais qualidade de vida? Mais segurança pública? Menos impostos? As razões podem ser variadas, por isso é recomendado que o candidato a morar no exterior eleja o principal fator que o levaria a tomar essa importante decisão. Após isso, é preciso colocar outras coisas “na balança”.

Deixar o Brasil implica deixar família, amigos e, eventualmente, um bom emprego. Pessoas dispostas a embarcar nessa ideia devem saber se estão preparadas para tal e, caso a resposta seja positiva, encarar uma realidade que muita gente só percebe depois de pegar o avião: viver fora do país de origem não é fácil e exige adaptações relacionadas à socialização, hábitos gastronômicos e, em alguns locais, a temperaturas severas.

É verdade, porém, que a decisão de morar fora do País pode ser facilitada por momentos de desemprego que geram incertezas. Em vez de enfrentar a jornada da recolocação profissional, há quem prefira arrumar as malas e buscar oportunidades no exterior, mesmo sem planejamento definido. Essa é uma boa ideia? Dificilmente haverá resposta definitiva para a questão.

A melhor alternativa para refletir a respeito do assunto é voltar ao motivo pelo qual se pretende sair do Brasil. Se o objetivo for explorar melhores oportunidades profissionais, é indicado fazer uma pesquisa extensa sobre as implicações de viver no país escolhido e só depois analisar questões de trabalho propriamente dita, avaliando as possibilidades reais de fazer carreira no exterior e o custo-benefício desta escolha.

Caso a decisão seja pela permanência no Brasil, o candidato à recolocação profissional deve seguir algumas etapas cruciais para elaborar um plano de ação rumo ao novo emprego. As principais palavras-chave que refletem esse movimento de carreira são: foco, planejamento, ação e resiliência. Ao seguir essa jornada com eficiência, as chances de recolocação profissional aumentam exponencialmente.