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Os comportamentos decisivos de um líder em meio à crise

O papel e as responsabilidades dos líderes de organizações no Brasil e no mundo se transformaram radicalmente nas últimas semanas. Em razão da pandemia do coronavírus, planejamentos de curto e médio prazo tiveram que ser refeitos e decisões difíceis foram tomadas para acelerar inovação. Ajuste de processos para evitar queda nas receitas e busca de posicionamento estratégico são apenas dois em meio a tantos desafios estratégicos.

Um estudo conduzido pela empresa ghSMART junto a 21 mil executivos, publicado no site HBR, investigou os comportamentos necessários em um líder para o bom gerenciamento de uma crise séria como a que enfrentamos. Em geral, espera-se que eles ajam com velocidade e precisão e adaptem-se de forma arrojada para entregar soluções confiáveis aos stakeholders. Os quatro comportamentos-chave estão reunidos nesta lista abaixo. Confira:

1 – Agilidade primeiro, depois a precisão A crise gerada pelo avanço da covid-19 muda a todo momento. Por isso, os melhores líderes são aqueles que processam rapidamente as informações, traçam planejamentos viáveis a partir dos dados disponíveis e tomam decisões rápidas de olho no que realmente importa. Romper a inércia para manter a organização engajada e mobilizada em torno dos objetivos é o papel central do líder neste momento, afastando a ansiedade e o estresse entre os colaboradores. Para tanto, o caminho é: defina prioridades; faça trocas inteligentes (de acordo com a mudança de prioridades conforme os cenários); determine quem são os tomadores de opinião; abrace a ação e não castigue os erros que provavelmente acontecerão durante o percurso.

2 – Adaptar-se com estratégia Em momentos como este, o mercado é inundado de iniciativas de todos os lados visando posicionamento. O líder deve estar atento ao que não fazer, suspeitando de movimentos que possam trazer despesas desnecessárias e ações que já não fazem mais sentido. É hora de jogar fora o “manual de instruções de ontem” e focar no futuro próximo. Boas dicas são: fortalecer (ou construir) conexões diretas com a linha de frente, ou seja, os Heads de todas as áreas, com o objetivo de alinhar discursos sobre o real impacto da crise nos clientes, colaboradores, fornecedores e outras partes interessadas no negócio.

3 – Entrega confiável As melhores entregas são aquelas baseadas em boas informações. E elas só são possíveis quando existe foco. Diariamente, o líder deve revisar sua lista de prioridades e documentar, de forma sucinta, as cinco principais para atenção máxima. O passo seguinte é avaliar minuciosamente o desempenho de cada item, definindo KPIs e outras métricas cabíveis, e verificar se o compartilhamento das informações está sendo feito de maneira clara. Lembre-se: em tempos de pandemia, o líder é aquele que age com serenidade enquanto os outros perdem a cabeça.

4 – Envolvimento gerando impacto Durante uma crise como esta, nenhum trabalho é mais importante do que cuidar da equipe. A transparência e a recorrência na comunicação, com visão de médio e longo prazo, são fundamentais para colocar todos os colaboradores na “mesma página” da direção da companhia. Neste momento, atitudes contam ainda mais do que o habitual: busque reservar tempo para conversas individuais com membros da equipe, além das videoconferências semanais para alinhamento e compartilhamento de resultados. Não deixe de motivar os times com frequência, ressaltando o caráter passageiro da crise que estamos enfrentando e dividindo mensagens positivas do que está funcionando bem e dos desafios superados. Peça ajuda quando sentir necessidade e garanta sempre o foco nas pessoas. Estudos indicam que em crises graves, o engajamento é um dos principais ingredientes que determina