• STATO

Os cuidados para não errar no CV

O desembargador Kassio Marques, indicado para o Supremo Tribunal Federal pelo presidente, está sendo acusado de ter mentido no currículo. A Universidad de La Coruña, na Espanha, negou a existência de um curso de pós-graduação que ele afirma ter concluído na escola.

O caso reacende um alerta antigo no mercado de trabalho para a importância da veracidade das informações da trajetória profissional. A história está repleta de registros de demissões causadas por currículos inflados, que vão desde a inserção indevida de uma prestigiada universidade até cargos vitaminados em organizações com poder de impulsionar qualquer carreira.

Neste conteúdo, separamos dicas dos nossos especialistas em carreira para que candidatos a novas oportunidades não manchem seu legado corporativo com mentiras. Porque assim como deveria ser em todas as esferas da vida, a verdade é inegociável e, cedo ou tarde, ela falará mais alto.

1 – Sinceridade

O bom currículo começa com informações verdadeiras, sem concessões. A trajetória do candidato a uma nova posição profissional deve ser resgatada com o máximo de transparência e fidelidade aos acontecimentos, ainda que eles não sejam tão nobres quanto se gostaria. Até porque os recrutadores têm ferramentas disponíveis para checar a história, entrar em contato com antigos empregadores e tirar os fatos a limpo. A dica também vale para as competências descritas no CV. Anunciar o domínio de um idioma e não comprovar fluência na entrevista, por exemplo, pega muito mal.

2 – Organize bem as ideias

Esclarecido o ponto acima, a estrutura é um aspecto importante na hora de elaborar um CV. A recomendação é que o candidato pontue cada experiência profissional brevemente, incluindo cargo, datas e responsabilidades, de forma que o recrutador possa identificar rápido os principais momentos da carreira. O mesmo deve acontecer com cursos de especialização e formação acadêmica. Frases curtas e objetivas devem ser consideradas, além do cuidado com erros de português. Quanto ao formato, ele pode variar a depender do setor. Em geral, a simplicidade (ex: documento no Word) costuma falar mais alto.

3 – Evite autopromoção

Na ânsia de agradar o recrutador, é comum os candidatos lançarem mão de características pessoais que consideram diferenciais, tais como “perfeccionista”, “pró-ativo”, “dinâmico”, entre outras. Porém, é preciso atentar para a autopromoção exagerada. Profissionais em transição de carreira devem ter em mente que a experiência acumulada, as habilidades comprovadas e as conquistas alcançadas até o momento da entrevista são sempre as melhores armas na disputa pelo novo emprego.

4 – Coerência

Já ouviu falar no termo em inglês “story telling”? Na tradução, significa contação de história e, neste caso, pode ser interpretado como a forma como se conta a trajetória profissional. A coerência é uma das principais competências neste ponto porque demonstra a capacidade de foco do candidato na definição dos movimentos da carreira. Como diz o CEO da STATO, a carreira não acontece por acaso; ela é resultado de uma sucessão de escolhas. Portanto, quanto mais conectadas e acertadas elas forem, maior a chance de êxito.

O vídeocurrículo está em alta no mercado de trabalho. Veja dicas para melhorar o desempenho neste formato.