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Os sintomas da síndrome do impostor e como evitá-la

Eu sou bom(a) o suficiente? Mereço ter chegado até aqui? Estas são algumas das dúvidas que atormentam pessoas que sofrem com a chamada “síndrome do impostor”. Trata-se de uma crença interior que gera a sensação de falta de pertencimento, de ser uma “fraude”, que mina a autoconfiança e traz uma série de consequências negativas.

A síndrome do impostor pode afetar qualquer pessoa e está geralmente relacionada ao âmbito profissional. Seus principais sintomas podem causar infelicidade, frustração e prejudicar tanto a carreira quanto a vida pessoal. Na intenção de buscar a satisfação e adequação, a tendência é aumentar o ritmo, ampliar exigências e colocar o bem-estar em xeque.

Neste conteúdo, reunimos dicas que auxiliam a identificação do diagnóstico do problema e sugerem movimentos para aliviar a pressão que ele causa.  

– Faça perguntas a você mesmo A identificação desta desordem psicológica pode ser feita a partir de perguntas que dão pistas sobre o peso de determinadas situações na sua vida. Por exemplo, você se preocupa excessivamente com erros e deslizes pequenos cometidos no trabalho? Você atribui o seu sucesso a fatores externos, colocando seu esforço e competência em papeis secundários? Você se importa demais com críticas, mesmo quando construtivas? Você sente que em algum momento será considerado e descoberto como uma fraude? Se a sua resposta foi positiva para a maioria das perguntas, pule para o próximo ponto.

– Identifique os tipos Pessoas que desenvolvem a síndrome do impostor costumam se encaixar nos seguintes perfis. Elas podem ser do tipo perfeccionista (eternamente insatisfeitas com a qualidade de seu trabalho), do tipo super-herói (daqueles que se sentem inadequados e por isso se esforçam frequentemente para atender aos padrões que estabelecem), do tipo especialista (profissionais que estão sempre tentando aprender mais e mais porque não se satisfazem com seu nível de conhecimento); do tipo gênio (são aqueles que determinam objetivos muito complexos e se frustram quando não os atingem) ou do tipo individualista (pessoas que preferem trabalhar sozinhas porque como a autoestima geralmente deriva de sua própria produtividade, elas rejeitam ajuda externa por receio de configurar fraqueza ou incompetência).

– Não acontece só com você Segundo pesquisa realizada nos Estados Unidos, a síndrome do impostor atinge em maior ou menor grau 70% dos profissionais bem-sucedidos, especialmente mulheres. Sabendo que o problema pode morar ao lado e atingir um colega, é preciso entender que essa crença interior se trata de medos e inseguranças que precisam ser endereçados. O primeiro passo, portanto, é refletir sobre a questão, compartilhar as sensações com pessoas de confiança e buscar ajuda profissional para lidar com os efeitos no dia a dia.

– Como agir Além de compartilhar as sensações, é recomendável prestar atenção nas pessoas ao redor para tentar ajudar quem está passando pelo mesmo problema. O exercício de empatia incentiva o ganho de confiança nas habilidades. A capacidade de interação social é considerada um dos pontos fortes entre as competências profissionais e abre espaço para a percepção das realizações, ainda que em escala pequena. Neste momento não é hora de se cobrar pelo trabalho perfeito, mas perceber que é possível agir aos poucos, com pequenos passos, afastando de si a percepção de ser uma fraude.

Outro movimento positivo é interromper comparações com pessoas em situação social diferente. Esta ação inevitavelmente levará à descoberta de alguma falha interna que alimenta a sensação de não ser bom o suficiente ou de pertencer. Em vez disso, a opte por colocar barreiras e entender a realidade alheia a título de ampliação de repertório. O que funciona para o outro não necessariamente atenderá aos seus objetivos.