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Pandemia não é desculpa para demissão por pop-up

Situações excepcionais como uma pandemia, por sua natureza incerta e angustiante, servem de justificativa para uma série de medidas duras que empresas precisam adotar para garantir sua sobrevivência. Entretanto, não deveria permitir que avanços importantes nas relações capital x trabalho se esgotassem tão futilmente. Crenças e Valores organizacionais levaram muito tempo para hoje serem vistos como PROPÓSITO, ou seja, aquilo que engaja e motiva pessoas e profissionais a orgulharem-se de pertencer… Ninguém está autorizado a mudar isso, nem quando está com pressa, e nem mesmo pressionado. Há um código ético e de conduta que não precisa estar escrito para ser praticado. Basta reconhecer sua importância para não retroceder.

Quando olhamos para o período off-line (pré-internet), empresas ainda tratavam profissionais como “Recursos” e, por muitas e muitas vezes, encerravam operações e demitiam por ‘telegrama’. Trinta anos depois, com todos os avanços tecnológicos e com toda a conquista de mérito e respeito profissional, ainda há negócios que decidem demitir pessoas usando pop-up como substituição dos antigos telegramas. Questiono o que pode motivar tal tipo de tratamento indigno: preguiça? Falta de respeito? Desatenção? Talvez um chefe que delega demais e não avalia a senioridade de quem vai executar? Evidente que não. É desrespeito, pura e simplesmente, e precisa ser combatido.

Em 2016, mergulhei em uma ampla pesquisa sobre os processos de demissão com o objetivo de transformar o tema em tese de mestrado. Após muitas horas de estudo e centenas entrevistas (446, para ser exato), apurei os variados efeitos do desligamento em profissionais de nível executivo, e, acredite: os impactos são muitos e profundos: da preocupação com a imagem, que gera o sentimento de inferiorização, à busca por apoio social e até a alteração dos valores humanos na fase de desemprego. Quando questionados sobre as percepções no momento da dispensa, os entrevistados deram respostas essencialmente marcadas por ressentimentos (veja aqui quais são).

As conversas sobre desligamentos que tive com executivos me levaram a desvendar uma realidade incômoda do mercado de trabalho: 75% deles tiveram a percepção de que sua dignidade foi violada no momento da demissão, mesmo tendo recebido as devidas compensações financeiras a que tinham direito. O que traz à tona a discussão sobre o preparo das lideranças para executar tal tarefa de forma humanizada. Para ilustrar algumas das sensações reportadas na pesquisa, compartilho expressões que coletei: “ninguém pode ser tratado desta forma”; “me senti humilhado”; “o momento foi péssimo”; “foi um absurdo a forma como foi feita”; “só usaram desculpas para justificar a minha demissão”, entre outras.

Se processos de demissão conduzidos presencialmente, cara a cara, olho no olho, são capazes de gerar sensações tão negativas e impactos profundos na vida social das pessoas, o que dizer de desligamentos feitos por internet, com a frieza de uma mensagem na forma de pop-up?

Benefícios do Outplacement

O momento crítico que as empresas atravessam, provocado pelos efeitos da pandemia, leva ao aumento do desemprego e aumenta a insegurança e ansiedade das pessoas em relação ao futuro. Mas, reitero: essa tormenta não deve ser motivo para decisões desrespeitosas por parte de nenhum líder. Por isso, o Outplacement é uma ferramenta poderosa.

Os programas de transição de carreira foram desenhados para tornar o momento do desligamento menos impactante e traumático. Através deles, o profissional tem a oportunidade de rever e ampliar suas opções de carreira, resultando na aceleração do processo de recolocação no mercado.

A STATO, acreditando na democratização do programa de transição de carreira, oferece os formatos de Outplacement em grupo e individuais, elaborados sob medida, com custo adequado à necessidade de cada empresa.

Oferecer um programa de transição de carreira significa trazer elementos humanos para a hora da demissão, demonstrando respeito e empatia aos colaboradores que contribuíram para a estratégia das empresas por um período de suas vidas.