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Vamos inovar?

Sabemos quão difícil é inovar no Brasil. Segundo a edição 2018 do estudo Global Index Innovation, o País avançou cinco posições neste quesito mas ainda pertence à parte de baixo da tabela mundial. Entre 126 países avaliados por seu potencial de inovação, ficamos na 64ª colocação, atrás de vizinhos como Chile, México e Costa Rica.

As barreiras que atrapalham a inovação por aqui são velhas conhecidas de todos os brasileiros: burocracia, alta carga tributária, falta de infraestrutura adequada, baixo investimento em pesquisa e pouca interação entre universidades e setor privado. O resultado é a produtividade aquém do desejado: calcula-se que o trabalhador brasileiro leva 1 hora para produzir o que um americano faz em 15 minutos.

Diante deste cenário, o que as empresas podem fazer para contornar as limitações e tornarem-se mais competitivas? A resposta pode estar dentro das startups. Já são mais de 10 mil delas em todo o país, segundo a Associação Brasileira de Startups, transformando mercados tradicionais e criando novos nichos para resolver gargalos antigos. Só este ano, o Brasil pode ganhar 7 unicórnios, nome dado às startups que valem acima de US$ 1 bilhão.

Qual o segredo das startups, afinal? Em resumo, fazer mais com menos. A maioria delas mantém operações enxutas e ágeis para otimizar recursos (humanos e financeiros) e processos. O espírito dinâmico e colaborativo permite mais fluidez ao trabalho e abre espaço para que a inovação aconteça de maneira mais rápida e natural. Isso explica o crescente interesse das grandes empresas em se aproximar delas por meio de programas de colaboração. Vale a pena refletir: como a sua empresa pode ser menos “pesada” e mais eficiente?