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3 formas de evitar o microgerenciamento no trabalho

A falta de autonomia é um dos principais sintomas de uma equipe pouco produtiva. Esse indicador indigesto para qualquer empresa pode aparecer em caráter individual, quando determinado colaborador tem dificuldade para avançar com o trabalho, ou de forma coletiva. Nesse segundo caso, a questão está geralmente atrelada ao estilo de comando aplicado ao time, conhecido como microgerenciamento.

O gestor com essa característica costuma se envolver em pequenos processos do dia-a-dia na tentativa de acompanhar cada passo do time que lidera. Por melhor que seja a intenção, porém, o resultado costuma ser ineficaz: além de transmitir às pessoas a mensagem de falta de confiança no desempenho delas, que precisa ser supervisionado o tempo todo, o fluxo de trabalho pode ser comprometido e se tornar lento e moroso.

Abaixo, listamos dicas para incentivar o líder acostumado ao microgerenciamento a mudar de hábitos visando a melhoria da produtividade da equipe.

1 – Pare de fazer checagens o tempo todo O gestor que faz validações do trabalho com frequência pode pensar que está colaborando para o bom andamento das demandas, mas, aos olhos da equipe, esse comportamento mais atrapalha do que ajuda. Ao fazer isso, ele demonstra insegurança e desconfiança. Uma maneira de contornar o problema é inverter a lógica e pedir que os colaboradores envolvidos no projeto em questão lhe procurem para informar o status da operação. O passo seguinte é definir um cronograma de ações com reportes e estabelecer reuniões para acompanhamento do andamento do projeto. Dessa forma, os funcionários sabem quando o líder espera receber atualizações sobre o trabalho.

2 – Confie nos especialistas da sua equipe Quem nunca ouviu o seguinte conselho comum entre líderes de grandes empresas: “contrate pessoas melhores do que você”? Esse alerta é para o gestor que costuma interferir em uma função na qual não tem conhecimento específico. Por ex: sugerir com frequência quais cores o designer deve aplicar na nova campanha. Rever comportamentos dessa natureza é essencial para avaliar se o gestor está conferindo ao time a autonomia necessária para o desenvolvimento das tarefas. O líder não precisa se envolver em todas as tarefas buscando respostas para transmitir à equipe; mais importante que isso é saber reconhecer as melhores ideias e soluções geradas de forma colaborativa.

3 – Delegue mais do que você gostaria Executivos têm metas a cumprir e costumam trabalhar muitas horas por dia para dar conta de uma agenda que está sempre lotada de compromissos. A rotina desgastante é um convite para evitar delegar trabalho recorrendo à velha máxima nas empresas: “se você quiser garantir que algo seja bem feito, faça você mesmo”. Porém, trata-se de uma armadilha que pode levar aos prejuízos do microgerenciamento.

Líderes interessados em construir equipes fortes precisam envolver os colaboradores em trabalhos complexos e importantes. Com o devido preparo e planejamento, é claro, incluindo uma rodada de feedback sobre pontos fortes e questões a desenvolver. Pesquisa conduzida pelo Instituto Gallup concluiu que gestores capazes de delegar responsabilidades com frequência geram resultados melhores para a organização do que aqueles que investem no microgerenciamento cotidiano.

A mensagem principal é: capacite a sua equipe para atingir mais e você precisará controlar menos.

Via: HBR

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