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4 reflexões do CEO da STATO para o futuro do emprego

O CEO da STATO, Rubens Prata, promoveu nessa quarta-feira, 01, uma transmissão online e ao vivo pela plataforma STATO Play para apresentar tendências sobre o futuro do emprego. “Certeza é a única coisa que não vamos ter”, adiantou ele ao comentar que o mundo deixou de ser previsível e passou do estado sólido para líquido, parafraseando o filósofo Zygmunt Bauman. A pergunta que fica é: o que vai mudar na forma de trabalhar? A resposta é: tudo.

Segundo Rubens Prata, o futuro do emprego será construído com base em três pilares principais: tecnologia, atitudes e formação educacional. Na visão dele, as relações cada vez mais flexíveis entre empresas e colaboradores abrem espaço para o protagonismo individual carreira. “A revolução não é digital, é comportamental”, resume. Se antes a busca pela estabilidade movia os trabalhadores, agora é o propósito que dá as cartas e define as novas ambições e o jeito de trabalhar.

A transformação do mercado de trabalho é puxada por negócios disruptivos e pela explosão da economia compartilhada, amplamente acessível hoje em dia. O retrato mais fiel da rapidez com que as coisas mudam está impresso na lista da revista Fortune: 46% das atuais 500 maiores empresas americanas sequer existiam 10 anos atrás, e 40% delas deverão desaparecer na próxima década. Além de impactar a economia, essas transformações alteram radicalmente o gerenciamento da carreira, fazendo com que as pessoas não dependam mais das empresas diante de cenários tão voláteis.

Confira, abaixo, 4 tendências para o futuro do emprego apontadas por Rubens Prata, CEO da STATO:

A força do “auto” No passado, em mundo previsível, o autodidata era aquele se destacava pela capacidade de desenvolver novas habilidades por conta própria. Na visão de Rubens, o comportamento que era antes restrito a poucas pessoas hoje é dominante na geração jovem. “Os millennials (entre 18 e 33 anos) têm posicionamento e buscam autonomia: decidem como a carreira vai ser, o que querem, o que não querem e quando vão mudar de ramo”. Segundo ele, as características líquidas do trabalho do futuro levam naturalmente ao protagonismo individual: a colaboração vai ser remota, contratada por demanda, projeto, competência. “Nada impede que alguém preste serviço um específico para a China, por exemplo”. A carreira caminha para ser multilinear, autodirigida, em que os próprios profissionais decidem seus próximos passos.

Aprender, aprender, aprender Na opinião de Rubens, “não há mais espaço para ter a arrogância de se formar e não aprender mais”. A tendência pelo aprendizado contínuo é alta. Segundo pesquisa publicada pelo Fórum Econômico Mundial, até 2022 os profissionais precisarão dedicar ao menos 101 dias úteis por ano para atualização de competências com o objetivo de atender às novas demandas do mercado.  O problema, para ele, é que as universidades têm grades curriculares defasadas em até 10 anos e não formam alunos capacitados para compreender as demandas de mercados em plena mutação. No setor brasileiro de tecnologia, por exemplo, existe um grande déficit de mão-de-obra qualificada estimado em mais de 20 mil profissionais por ano. Por isso, a carreira autodirigida se torna tão importante, a partir da expansão de conhecimentos baseados na infinidade de conteúdos de boa qualidade disponível na internet.  “As oportunidades de carreira não esperam. Em geral, quem parte antes chega antes”, incentiva Rubens.

Capacidades pessoais Além de aprender e se adaptar rapidamente a este admirável mundo novo, espera-se que os profissionais do futuro desenvolvam habilidades socioemocionais, tecnológicas e cognitivas. Segundo previsão do Fórum Econômico Mundial, haverá uma crescente demanda por pessoas capazes de resolver problemas complexos, gerir times com eficiência e flexibilidade, ter pensamento crítico e encontrar soluções criativas para os desafios que ainda nem conhecemos, usando inteligência emocional e bom senso para a tomada de decisões. 

Tecnologia E de que maneira as empresas vão se transformar neste contexto? A resposta passa necessariamente pelo entendimento das mudanças tecnológicas, impulsionadas pela automação e pela robotização. O principal movimento em curso tem nome e sobrenome: transformação digital. Ela melhora a experiência do cliente, gera modelos de negócios rentáveis, permite operações melhores e mais econômicas, e impacta menos o meio ambiente. Por esses motivos, a transformação digital é o motor da reorganização das companhias para o futuro em termos de processos, soluções e pessoas, que terão de se adaptar às inúmeras possibilidades oferecidas pela tecnologia.

Qual a influência da covid-19? Para Rubens Prata, a pandemia do coronavírus traz lições importantes, vai provocar mudanças de hábitos e nas relações entre empresas e colaboradores, mas sua influência não é determinante neste tema. “A covid-19 não muda a discussão do futuro do emprego porque ela vai passar em algum momento, como todos os problemas que tivemos antes dela. Ela incrementa a discussão com novos elementos”, diz ele.  Um deles é a adoção trabalho remoto, que precisou ser implementado em larga escala pela primeira vez na história, jogando luz sobre a capacidade humana de enfrentar crises. “O mundo não vai acabar, vai se transformar. Aprendemos mais rápido em momentos assim e vamos sair mais espertos”, diz.