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E se o Mentor entrar em desgaste?



A Mentoria, enquanto processo de desenvolvimento de pessoas, requer planejamento, recursos e atenção, além de uma dose extra de energia e dedicação por parte do Mentor. Partindo do conceito de que a Mentoria tradicional é um processo em que um profissional mais experiente se desenvolve, enquanto foca no desenvolvimento de um profissional menos experiente, é necessário planejamento, recursos e atenção por parte de ambos, mas principalmente daquele mais maduro.


A autoavaliação constante do Mentor é essencial para o nível de excelência que se espera nesses programas. Somos seres únicos em nossas experiências, necessidades e possibilidades, além de sujeitos às influências externas, que podem disparar gatilhos que gerem mudanças de comportamento ou humor, exaustão física ou mental. Quanto melhor a situação pessoal do mentor, mais ele vai poder ajudar mais a si e ao seu mentorado.


Em programas estruturados de Mentoria, o Mentor tem tanta importância quanto o Mentorado, e deve ser avaliado e cuidado em caso de stress ou burnout. Em geral, são colegas próximos, gestor ou liderados do Mentor que irão perceber mudanças significativas de humor e atitudes que possam comprometer a qualidade da sua entrega como Mentor e como Executivo.


A troca de melhores práticas e experiências com outros Mentores ou pessoas estratégicas é importante e necessária, tanto para o aprimoramento do Mentor, quanto para a qualidade e efetividade de sua Mentoria. Acima de tudo, trata-se de uma oportunidade de se perceber a existência de algum sinal de desgaste que possa influenciar negativamente o processo de Mentoria e Mentorado. Outro ponto importante é ter escuta ativa ao receber feedback do Mentorado, que pode apontar sinais de que existe desgaste do Mentor.


Ressalte-se que a motivação do Mentor deve estar conectada ao impacto positivo que irá causar na carreira do Mentorado – e por consequência das empresas por onde ele passar - sendo certo que qualquer fator que seja prejudicial ao objetivo da ferramenta de desenvolvimento deve ser cuidadosamente endereçado.


Na experiência da STATO no acompanhamento de todas as fases de mentoria, a aderência dos perfis de Mentor e Mentorado, as metas corporativas de ambos, o timing e cuidadoso acompanhamento do programa são fatores críticos para o sucesso do mesmo para todos os envolvidos: Mentor, Mentorado e Empresa.


Assim, é claro que todos os profissionais estão sujeitos a desgastes ou demais problemas de relacionamento. Mas o mentor, a partir de sua experiência, pode contar com uma rede de apoio de pares e especialistas para lidar melhor com isso. Círculos de diálogo e fóruns são os melhores ambientes para trocar experiências e superar dificuldades, para que Mentor e Mentorado obtenham o máximo de proveito da relação.