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Novos tipos de trabalho impulsionados pelo coronavírus

Novos problemas, novos desafios, novas soluções. A pandemia do coronavírus causou efeitos devastadores e de proporções inéditas na economia mundial, mas, em meio ao caos, surgem oportunidades de negócios. A reabertura gradual do comércio nos Estados Unidos vem acompanhada de funções pouco usuais com o objetivo de tentar frear a doença.

Os novos tipos de trabalho são relacionados à saúde. Scanners térmicos (pessoas que medem a temperatura), técnicos de descontaminação, rastreadores de contato são algumas das ofertas em alta em importantes centros americanos como San Francisco e Miami. No Brasil, na esfera da informalidade, muitas pessoas passaram a produzir máscaras, além de outras coisas, em casa para rebater os efeitos da crise. “Haverá essa experimentação constante com novas maneiras de fazer certos tipos de trabalho”, disse Guy Berger, economista-chefe do LinkedIn à Bloomberg.

Não se sabe ainda se essas posições vêm para ficar no longo prazo. A tendência é que elas ganhem força pelo menos até o surgimento de uma vacina disponível em escala mundial. Até lá, é provável que os novos tipos de trabalho funcionem como uma espécie de antídoto momentâneo contra os efeitos do desemprego nos Estados Unidos. Mais de 36 milhões de pessoas já perderam suas ocupações naquele país, e esse alto índice começa a paralisar a economia.

As empresas estão adotando medidas que também influenciam o posicionamento de novas funções. Há uma crescente demanda por monitores de distanciamento social em locais aglomerados, como escritórios e canteiro de obras, e lugares que concentram grupos de risco, como asilos. Contra a disseminação da doença, as companhias já apostam em divisórias capazes de separar os colaboradores fisicamente, entre outras coisas.

Num movimento esperado, os laboratórios que oferecem testes para coronavírus identificaram aumento na demanda de trabalho, assim como na oferta de termômetros rápidos para medir a temperatura das pessoas. Muitos deles ampliaram o número de contratações, mas ainda é cedo para compreender o tamanho dos efeitos da crise.