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O seu currículo deve atender o recrutador, não o sistema de recrutamento

Que a tecnologia está transformando o setor de Recursos Humanos, você já sabe. O poder de softwares e algoritmos inovadores para eliminar tarefas repetitivas é inegável. Mas, em meio a tantas ferramentas disruptivas, nem tudo deve ser 100% automatizado.

A interpretação humana é imprescindível em várias situações na rotina de um departamento de RH, e a análise de currículos é uma de suas principais atribuições, afinal, é a porta de entrada.


Ultimamente, os recrutadores têm intensificado o uso da tecnologia como ferramenta de apoio em seus fluxos de trabalho. Para o processo de recrutamento e gestão do funil de candidatos, não é diferente.


Você já ouviu falar na sigla ATS (Applicant Tracking System)? Trata-se de um sistema utilizado para rastreamento de candidatos cujo objetivo é auxiliar no processo de recrutamento inteligente. Por meio do cruzamento de dados, sua promessa é identificar os perfis mais aderentes aos cargos e, assim, agilizar a tomada de decisão dos recrutadores em geral.


Apontados como soluções eficientes, os ATS vêm ganhando popularidade e motivam discussões acerca da forma como se deve construir o currículo. Profissionais em transição de carreira demonstram interesse em formatar suas apresentações profissionais para atender aos critérios desses sistemas. Será que essa é uma boa ideia na prática?


“No meu entendimento, a forma como o currículo está estruturado não impacta tanto para um sistema de ATS. Na verdade, o que influencia é a composição de palavras-chave, e não a forma como elas estão apresentadas/formatadas”, diz Kauê Carvalho, Gerente de TI e MKT da STATO.


Além de se atentar para essa questão, candidatos precisam tomar cuidado para não provocar o efeito contrário: dificultar a incorporação de dados pelos sistemas, pois os ATS entendem não existir um padrão de currículo a ser lido. Com isso, a análise tende a ser feita de modo genérico. “Em geral, a leitura de currículos através de sistemas de recrutamento, na verdade, é uma espécie de busca semântica” completa Kauê.


Outro ponto importante na leitura de currículos por ATS é o idioma a que os documentos serão submetidos. O fato de estar em inglês, por exemplo, também pode dificultar a leitura se o sistema for nacional, lembrando que existem sistemas ATS desenvolvidos no Brasil. Sistemas como Compleo, Gupy e Kenoby, que vem sendo bastante utilizado pelas empresas brasileiras, são exemplos.


Para Kauê, a principal fonte de captura de dados por sistemas, inclusive através de API’s (interface capaz de comunicar com outros serviços), é o perfil no LinkedIn do profissional. “Na minha experiência com sistemas de recrutamento, todos eles fazem uso dos dados do perfil no LinkedIn e têm o currículo como fonte complementar, atuando como repositório para exibição aos recrutadores.”


Vale ressaltar que a principal função do currículo é ser atrativo para o recrutador e não simplesmente ser fonte de captura de dados, apenas. Partindo deste princípio, a formatação do currículo deve ser realizada com base neste propósito, ou seja, facilitar o entendimento dos recrutadores e serem atraentes ao ponto de se destacarem entre outros candidatos.


Em resumo: o currículo deve ser criado para análise humana e não para análise sistêmica, pelo menos até o momento.


“Sugiro aos profissionais em busca de novas oportunidades que foquem em seus perfis do LinkedIn como principal fonte de dados para os sistemas de recrutamento (ATS), visto que a comunicação entre esses serviços é a mais utilizada atualmente”, completa.

Daí a importância de manter a rede profissional sempre atualizada e preenchida com palavras-chave adequadas. Quando o assunto for currículo, não esqueça de organizá-lo de maneira que uma pessoa seja capaz de entender a sua história profissional e se interesse por ela.

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